Estrada de ouro

BRASIL, Paraty/Cunha - RJ/SP

Autor: Luciana Lancellotti

Foto: Paraty (Foto: iStock)

02/02/2021

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#viagem em família     

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Paraty (Foto: Otávio Nogueira/Flickr)

CONHECENDO PARATY

Curtir a natureza, passear de barco, perder-se pelo Centro Histórico, pegar uma boa praia, fazer compras nas lojinhas charmosas, apreciar a gastronomia local ou visitar um dos alambiques da região. Paraty pode ser aproveitada de formas diferentes.

Aninhada em uma belíssima paisagem costeira e montanhosa, a cidade se debruça sobre uma baía pontilhada por 65 ilhas, algumas delas com praias quase intocadas. O fato de estar a módicos 5 metros de altitude coloca Paraty em uma condição peculiar: é uma cidade colonial com prédios tombados à beira-mar, sem ladeiras desafiadoras. Em compensação, as ruas irregulares do centro antigo, onde é proibido o tráfego de automóveis, são cobertas por paralelepípedos – o chamado piso pé-de-moleque –, que exige sapatos confortáveis para explorá-las.

As casas pintadas de branco, com janelas treliçadas e portas coloridas atraem visitantes de toda parte: Paraty é hoje o segundo polo turístico fluminense, atrás apenas da capital do estado, o Rio de Janeiro.

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Ruas de Paraty (Foto: iStock)

ATRAÇÕES DE PARATY

Desde 2003, a cidade abriga o maior evento de literatura do país, a FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty –, que transforma espaços públicos em palcos para verdadeiras confraternizações culturais. Quando o assunto é cultura, aliás, Paraty é perfeita. Junto com a Ilha Grande, a cidade foi declarada em 2019 Patrimônio da Humanidade pela Unesco, pela mistura única de riquezas históricas e naturais – a área reconhecida abrange 149 mil hectares e inclui o centro histórico, além de quatro reservas naturais, entre elas a Serra da Bocaina e a Ilha Grande, na Costa Verde.

Sítios arqueológicos, fazendas seculares e alambiques de cachaça fazem parte do circuito histórico, que também inclui um trecho remanescente da Estrada do Ouro, caminho pelo qual eram transportados os metais preciosos extraídos em Minas Gerais até o porto de Paraty, rumo a Portugal.

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Toneís de cachaça (Foto: Reprodução site Cachaça Maria Isabel)

CAMINHO PARA CUNHA

Seguindo em boa parte o traçado da Estrada Real, a famosa Paraty-Cunha, renomeada como Estrada Parque Comendador Antônio Conti, foi, por muito tempo, a única saída terrestre de Paraty. É um trajeto com belas paisagens, que liga o litoral fluminense ao interior paulista. Ao longo de seus 46 quilômetros de extensão, tem seu terreno elevado de 200 metros a 1.450 metros de altitude em seu ponto mais alto. É só se acomodar do amplo espaço interno do seu Mitsubishi e curtir o passeio.

Pelo caminho, surgem restaurantes, pousadas, lavandários, cervejarias, cachoeiras, mirantes. Há um mundo a descobrir entre as duas cidades. No trecho que passa pelo Parque Nacional da Serra da Bocaina, 9,4 quilômetros são forrados por paralelepípedos e há restrições a respeitar, a começar pela velocidade máxima, de 20 km/h. O horário também é restritivo, com tráfego liberado somente das 7h às 17h. Tome nota da parada mais bonita: fica na parte paulista (SP 171), no km 66: é possível estacionar e fazer uma caminhada (íngreme) por 2 km até o topo da Pedra da Macela. Dali, com céu limpo, se avistam Paraty, Ilha Grande e Angra dos Reis.

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Cunha (Foto: Marcos Minutti/Flickr)

CONHECENDO CUNHA

Em Cunha, a pegada é bem diferente da atmosfera colonial e litorânea de Paraty. A cidade está encravada em uma área de planaltos (Bocaina, Paraitinga e Paraibuna) e serras (do Mar e do Quebra-Cangalha). Considerada um dos centros de cerâmica artística mais importantes da América Latina, Cunha reúne 17 ateliês que ajudam a alavancar o turismo local.

É um refúgio ideal para casais, com pousadas românticas no centro ou na estrada até Paraty, onde há opções com vistas incríveis para a serra. Na SP-171 também se concentram vários restaurantes (muitos só abrem nos fins de semana), onde brilham ingredientes locais, como frutas vermelhas, cogumelos shiitake, pinhão, truta e cordeiro. Cunha, aliás, promove, ao longo do ano, vários festivais gastronômicos para divulgá-los.

Quem curte trekking ainda tem à disposição as históricas Trilha do Ouro (com 45 quilômetros, que podem ser percorridos em três dias) e Estrada Real (que pode ser explorada em quatro horas). Ambas são recheadas de cachoeiras e vistas para não esquecer.

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Centro histórico de Paraty (Foto: iStock)

QUANDO IR PARA PARATY

Os meses de julho e agosto é a época mais movimentada do ano, e no fim de julho e início de agosto acontece a FLIP, maior evento literário do Brasil. Em agosto, no último fim de semana do mês, acontece o Festival da Cachaça.

No verão as cachoeiras ganham mais força e as praias, mais gente. É a época das chuvas.

Outono, primavera e inverno são as melhores estações para se aproveitar Paraty, principalmente durante o outono, quando chove menos. O burburinho é menor e os preços, mais convidativos. Exceção feita aos feriados e datas de festivais.

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Cerâmicas de Cunha (Foto: Thiago Souza/Flickr)

QUANDO IR PARA CUNHA

A temporada de inverno é ideal para curtir o friozinho de Cunha, mas viajar à cidade entre abril e outubro também é uma boa. A cidade promove um Festival de Inverno já tradicional, sempre em julho, com uma programação cultural que inclui oficinas e exposições de cerâmica, concertos de música clássica, entre outras apresentações, além de um festival gastronômico. Na temporada de outono/inverno acontecem as festas do pinhão e do cordeiro. Janeiro é o mês quando acontece o Festival Verão na Montanha Cunha Fest, na Praça da Matriz, com shows gratuitos de música, do jazz à MPB. E nos feriados os ateliês de cerâmica fazem aberturas de fornadas.

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Festa Literária Internacional de Paraty (Foto: MINC)

PASSEIOS E EVENTOS EM PARATY

Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) - além de ser o maior evento de literatura do Brasil, é também um dos mais charmosos. A FLIP atrai gente e todo o país e escritores brasileiros e estrangeiros, que se reúnem no Centro Histórico da cidade para encontros com debates e palestras.

Paraty em Foco (PEF) - tradicionalmente, o Festival Internacional de Fotografia de Paraty, organizado anualmente desde 2005 com uma agenda de mostras super movimentada, acontece em setembro.

Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty - todo ano, desde 1982, no último fim de semana de agosto, a Igreja Matriz é cercada por barraquinhas onde é possível degustar as famosas e tradicionalíssimas cachaças produzidas nos alambiques locais, com shows gratuitos e programação musical que vai do pagode ao rock e ao samba. A edição de 2020 aconteceu entre 13 e 16 de agosto.

Visitação aos alambiques - A longa tradição da região de Paraty na produção de cachaças é resgatada pelos alambiques locais. E visitar ao menos um deles é um programa bastante interessante. O mais antigo fica na Fazenda Cabral e produz a Cachaça Coqueiro, há cinco gerações administrado pela família Mello. Já o mais artesanal é o Maria Izabel, que produz, com cana colhida no próprio sítio ou em plantações próximas, a cachaça com o menor índice de acidez entre as produzidas na região.

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Lavandário (Foto: Thiago Souza/Flickr)

PASSEIOS E EVENTOS EM CUNHA

Lavandário - Um dos sucessos de público da região, o Lavandário tem 40 mil pés de lavanda plantados, com campos floridos o ano todo, graças à poda rotativa: semanalmente, 300 pés são podados, para florescer 3 ou 4 meses depois. Em uma loja são comercializados produtos elaborados com óleos essenciais destilados com as plantas cultivadas no local. No café, cupcakes, chás e chocolates produzidos com ervas aromáticas fazem sucesso. Abre nos fins de semana.

Cervejaria Wolkenburg - Um caminho de hortênsias leva até esta cervejaria artesanal, que utiliza em sua produção água das nascentes do próprio sítio e ingredientes produzidos na Alemanha, sem qualquer tipo de conservantes ou aditivos químicos. Visitas são organizadas nos fins de semana e feriados, com explicações sobre a produção e degustação. A Wolkenburg produz cervejas dos tipos Dunkel, Landbier, Helles e Fit.

Ateliês de cerâmica - Dedique o dia para visitar alguns dos ateliês mais conhecidos da cidade. Alberto Cidraes e Mieko e Mário são bons lugares para conhecer a técnica do noborigama, pioneira entre os ceramistas locais.

Trilha das cachoeiras - Caminhe por trechos preservados de Mata Atlântica até as cachoeiras. Os passeios só podem ser feitos com acompanhamento, com agendamento pelo telefone (12) 3111.1818

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Casa Turquesa Maison D'Hôtes (Foto: Divulgação)

ONDE FICAR EM PARATY

Todos os estabelecimentos de hospedagem listados abaixo, possuem o Selo Circuito Elegante – SCE, e ao se hospedar você terá welcome drink, atendimento personalizado e mimos exclusivos.

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Suíte da Casa Turquesa (Foto: Divulgação)

CASA TURQUESA MAISON D'HÔTES

Quem chega à Casa Turquesa, no Centro Histórico de Paraty, recebe um par de Havaianas no momento do check-in. Sapatos estão proibidos no hotel, que conta com apenas 9 quartos, cada um com uma cor predominante, o que traz um caráter intimista ao local. Aqui o charme está em cada detalhe: da luz de velas na piscina quando anoitece aos lençóis de 600 fios e amenities da Casa Granado. Do dóssel que protege as camas nas suítes ao gazebo e à adega do bar. A casa privilegia a privacidade dos hóspedes com cuidados como o espaçamento necessário entre as mesas para o café da manhã, que pode ser igualmente solicitado no quarto. Esterilização de malas, medição de temperatura de funcionários e de hóspedes estão entre os procedimentos adotados pela pousada, seguindo os novos protocolos internacionais de higiene e de segurança. E dentro dessas medidas, o elogiado chá da tarde, tradicionalmente servido em bufê, passa a ser oferecido de forma individual.

CONHEÇA A CASA TURQUESA MAISON D'HÔTES
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Pousada do Ouro (Foto: Reprodução site Pousada do Ouro)

POUSADA DO OURO

Localizada no Centro Histórico, a 10 minutos a pé da Praia do Pontal, a pousada oficial da FLIP hospeda convidados especiais da Festa Literária de Paraty. O lugar se divide em dois edifícios: um casarão histórico do século XVIII e o edifício anexo, o Vila do Ouro, em frente ao prédio da recepção. Independentemente do prédio, a atmosfera é a mesma nos 27 quartos e suítes: luxo colonial, discreto, pontuado por madeira escura e roupas de cama brancas, além de obras de arte distribuídas pelos ambientes e uma sala de leitura. Para relaxar, há ainda a piscina, com terraço e bar, e um spa revitalizante. Atividades como aulas de culinária, noites de cinema, aluguel de bicicletas e passeios ou ainda aulas sobre a cultura local são oferecidas a um custo adicional. Os jantares servidos na pousada são preparados pelo restaurante parceiro Punto Divino e o clima é romântico e familiar. Outro grande diferencial: a pousada é pet friendly.

CONHEÇA A POUSADA DO OURO
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Café Pingado (Foto: Reprodução site Café Pingado)

ONDE COMER - CAFÉ PINGADO

Este casarão charmoso é um bom lugar para experimentar doces típicos de Paraty, como o manuê de bacia e o massapão.

CONHEÇA O CAFÉ PINGADO

ONDE COMER - OUI PARATY

Um lugar com charme rústico e despretensioso, onde se pode apreciar crepes preparadas por um chef francês, Patrick Louis. Peça uma galette no estilo bretão, preparada com trigo sarraceno e brinde com um dos vinhos da carta.

CONHEÇA O OUI PARATY
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Prato no restaurante Banana da Terra (Foto: Reprodução site Banana da Terra)

ONDE COMER - BANANA DA TERRA

Super concorrido, é um clássico na cidade. O restaurante da chef Ana Bueno serve pratos com ingredientes da culinária típica caiçara, como o lombo de peixe selado com manteiga de alho, ervas e tucupi preto, e o siri catado em duas versões, com farofa e emulsão de pimenta de bico.

CONHEÇA O BANANA DA TERRA

ONDE COMER - PUNTO DIVINO

Aconchegante, este restaurante e pizzaria localizado em uma esquina do Centro Histórico se divide em um salão rusticamente charmoso e um pátio aos fundos, com paredes de pedra. Uma carta de vinhos extensa sugere rótulos para harmonizar com as pizzas de massa fina, as estrelas da casa, onde também fazem sucesso pratos fartos com acento italiano.

CONHEÇA O PUNTO DIVINO
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Restaurante Quintal das Letras (Foto: Reprodução site Quintal das Letras)

ONDE COMER - QUINTAL DAS LETRAS

Dentro da Pousada Literária, este restaurante é um dos lugares mais interessantes para conhecer em Paraty. Repare no teto de palha de dendê, na iluminação com aproveitamento de luz natural, a ventilação cruzada e as cadeiras Rio, assinadas por Carlos Motta, entre vários outros detalhes que atestam a preocupação com a sustentabilidade. À mesa, a culinária caiçara com releitura do chef Bertrand Materne é preparada com ingredientes frescos, que chegam diariamente da horta da Fazenda Bananal.

CONHEÇA O QUINTAL DAS LETRAS

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MAPA DE ROTAS

Galeria

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Paraty (Foto: Otávio Nogueira/Flickr)

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Centro histórico de Paraty (Foto: Deni Williams/Flickr)

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Paraty (Foto: Deni Williams/Flickr)

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Praia do meio (Foto: Deni Williams/Flickr)

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Cachoeira Pedra Branca (Foto: Deni Williams/Flickr)

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Paraty (Foto: Otávio Nogueira/Flickr)

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Pedra da Macela (Foto: Rafael Defavari/Wikimedia)

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Cachoeira do Barracão no Parque Estadual da Serra do Mar (Foto: Turismo de Cunha)

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Lavandário (Foto: Thiago Souza/Flickr)

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Todos os estabelecimentos de hospedagem aqui recomendados, marcados como SCE, fazem parte do Selo Circuito Elegante, que reúne o que há de melhor na hotelaria do Brasil.

Além disso, os hotéis do Circuito possuem o Safe&Clean, selo auditado pela Bureau Veritas, que garante segurança e higienização para os tempos de pandemia.

Em todos eles, os clientes Mitsubishi terão as melhores tarifas e muitos benefícios, tais como: earlie check in, late check out e upgrade sem custos (sob disponibilidade no ato do check in), welcome drink, atendimento personalizado e mimos exclusivos.

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